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A corte dos Reis Valois nos séculos XV e XVI

Prenúncios das guerras religiosas em Amboise

O caso dos cartazes

Em 1515, a Concordata de Bolonha reconheceu a autoridade de François I sobre a Igreja. Embora o monarca fosse favorável à Reforma, evitou envolver-se nas controvérsias teológicas que na época animavam os debates na Sorbonne (faculdade de teologia) e entre os partidários das ideias de Lutero. No entanto, na noite de 17 a 18 de outubro de 1534, foram colados cartazes nas cidades de Paris, Orléans, Blois, Tour, Rouen e até mesmo na porta do quarto do rei, no Castelo de Amboise. O autor do texto, Antoine Marcourt, se rebelava contra "os horríveis, grandes e insuportáveis abusos da missa papal". Essa provocação dirigida às autoridades eclesiásticas e à pessoa do monarca interrompeu o processo de reforma moderada contemplada por François I. Entre duzentas e trezentas pessoas foram detidas e durante os meses que se sucederam ao incidente dezenas de suspeitos foram condenados por heresia e queimados vivos. Em 21 de janeiro de 1535, o rei organizou uma procissão de penitência. Os andarilhos, membros do clero, professores e gráficos, suspeitos de propagar a heresia, passaram a ser vigiados de perto.

 
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